quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eu vi um menino correndo...

E lá estava ele, a se esgueirar pela grande caixa de areia, contendo os equipamentos acertados para uma diversão interagida de companheiros e tranqüilidade.
Se parasse para observar o que todos estavam a fazer, descreveria muitas histórias.
Nas mães, nas babás, nas barrigas, nas crianças, nos carrinhos vazios, nos sonhos profundos ainda sem interpretações.
Logo penso na música, ‘Força estranha’.
E é assim mesmo, uma força. Muito mais que estranha. E que a cada passo soma-se as histórias pessoais, minhas e suas. Pois não há como fugir da inquietação de se perguntar e se responder.
‘Eu pus os meus pés no riacho, e acho que nunca os tirei’ muito mais que a rima, retirando daí uma verdade que nos faz regressar e ingressar em um tempo que foi e que será sempre nosso, dos momentos, das visões, dos sentimentos, que trarão mais que divertidas lembranças, e significados retóricos.
Nas andanças criadas e revistas, encontrando no caminhar a vitória de se deparar com as extremidades e diversidades impressas em claros olhares, estando ‘no fundo de cada vontade encoberta’.
Descobrindo que não há certeza de onde ir, só que se tem que ir. Provando que ‘a coisa mais certa de todas as coisas, não vale um caminho sob o sol’, ou valeria se acaso soubéssemos que coisa tão certa.
Ainda continuemos a caminhar aos muitos sentimentos vívidos, recriando modestas certezas e adicionando as misturas do seu e do meu, logo sendo assim: do nosso!

TODOS OS DIAS

E dar a cara a tapa,
é coisa de aprendiz?
Se não a damos todos,
em todos os dias.
Colocando à prova
o que certamente
temos de brilhante
em nosso ser.
Ressurgiremos todos,
de todas as quedas,
todos os dias,
da forma mais espetacular.
E que estas não fazeis
do nosso íntimo: intimidado.
E sim disposto a mais tropeços
e a mais acertos.
Sempre interposto de aquisições.
Buscando nas engrenagens mentais,
honrosos sonoros do viver.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

'CABRIOLAGEM'

Sentimos assim, piruetando na margem,
seguimos assim, piruetas de mim.

Vangloriando o que há de poder no errar.

Sendo assim piruetas de sentimentos,
irrefreados estejamos nós,
acompanhando toda esta dança, incorpórea ou não!

Para verbalizar o piruetar,
como algo pornográfico na vida,
ou algo assim crente que é viver.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VIAGEM

Sinto um peso a menos,
algo assim ex - tenso
ou in - tenso...
De uma forma ou de outra,
altamente MEU!
Curti uma manhã inteira.
E percebe-se que se precisa de 'muito pouca coisa'.
Um tal toque refrigerado
de pensamentos,
risadas,
beijos
e muito amor.
Com alguém em que eu posso contar,
e que a viagem fica bem mais,
algo assim MAIOR E ETERNO!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

AGOSTO...

Agosto...mês interessante...ou inteiro!!
Gosto dele!
À gosto,
claro que é pessoal...
até por que gosto de tantos outros.
Mas o AGOSTO, tem por si só um mérito desinteressado,
marca o começo do novo ciclo anual,
ele é o despertar do novo,
até por que o sétimo,
é aquele todo preguiçoso...
Agora sim, com gosto,
teremos um final
à gosto.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

FORMULÁRIO

E há formulário para todo tipo de requisição.
Somos obrigados a nos descrever com tinta e papel em qualquer instituição que adentramos, e nada mais do que aquela velha repetição:
primeiro nome
segundo nome
RG
CPF
endereço
idade
salário
razão social e ideológica??????

Quem derá se fosse assim apenas nas tais instituições que precisam lhe fichar para antecedentes e classificações.
E dai como não haver o pré-conceito estipulado 'proibido'?
Se já logo cedo nos ensinam não só a preencher nossos formulários, mas como interpretar os formulários alheios, sem nem ao menos termos acesso a estes.
Poderia eu blasfemar enormes indignações, se o mundo já não o fosse esse???
Exemplificar o tal garotinho que ganhou uma bolsa em um bom colégio e vem de um subúrbio qualquer e quais os traumas seu formulário seria capaz de acarretar?
Ou citar a jovem grávida aos teen anos e que agrega no seio familiar uma velha nostalgia do pudor já a muito ultrapassado, e que por tal, é deixada a beira da rua, e a probabilidade das deturpações futuras de seu formulário??
E assim havendo com mulheres, homens, negros, amarelos, pobres, ricos, nortistas ou sulistas, caracterizando que nossos humanos não aceitam, apenas o que vem de fora, arrastando por séculos as interpretações e preenchimentos de formulários bestiais.

'DIVISÕES DEU'

Nos subúrbios do meu coração
encontram-se os lares e amores vividos,
lugares e pessoas largadas ou esquecidas,
onde o tréfego exercido por esses,
causam-me poucos reboliços;
Recordar-lhes é apenas a melhor maneira,
de encontrar em mim
o que sei que acrescentou-se.

Mais nos arredores baixos,
encontram-se pessoas que amo
as quais visitam-me vez enquando
e recebem felizes meus correspondentes
de amor e gratidão por me fazerem parte.

Cá no centro está o todo,
o complicado,
o carma escolhido ou não,
o dom a ser exercido
e recolhido nos nossos atos;
Caracterizam-me
como querem ou vêem.