sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As vezes me estranho...

A estranheza que me percebo em certos tiques, momentos, dias...
Essa estranheza não me parece uma coisa ruim...
apenas a estranheza de se deparar com algum eu,
que já aderiu a estranhezas alheias que terminaram por sendo minhas...

Perdi algumas estranhezas também...
deixei alguns velhos, maus ou bons hábitos,
em algum momento em que me foi oportuno.
Deixei-os plantados em algum quintal por que passei.

Provável que plantei mais do que imagino...
Estive mais nos lugares, do que os lugares estiveram em mim...
Isso porque quando estamos em novo lugar,
Há todos a nos observar e só nós a observar todas as estranhezas que podem-se conter num lugar.

Afinal é preciso se aprofundar nos desconhecidos.
Acredito que o andamento da vida  é regado a atuação dos muros das cidades.

A gente respira a estranheza das cidades por onde vai....mais ainda por onde vive...
E nesse respiro, em trocar-se de oxigênio, em oxigenar o cérebro,
Acredito que haja uma troca de estranhezas ai.

Hoje já me senti estranha...mas não me sinto mais!


sexta-feira, 13 de julho de 2012

De contenções a euforias ‘Desgastosas’


                Eu ando tentando me conter. Mas não me conter como antes, quando tentava me conter de euforia, ando tentando conter meu esgotamento.        
                Ando mais acordada do que de costume, e apesar de não me acostumar, prefiro assim. Gosto de me sentir alerta e é uma pena que me esgote com facilidade.
                A amenização que a falta de sono provoca (e por falta de sono, é a falta de poder tê-lo e não de não conseguir tê-lo), traz as dores e as benções que se têm em pensar na vida.
                A preservação do cansaço e a rapidez com que geramos o nosso bem estar do dia-a-dia, gera também um acumulo de apetrechos que me enfurece ao percebê-los meus. Não sou de toda contenção, e vez ou outra derrubo barragens para liberar espaços.
                Critico-me quando me percebo crítica ao excesso, gosto mesmo de tentar não incomodar. Mas ao que percebo todos precisamos de incômodos.
                E hoje resumo que de certo se tem poucas coisas na vida das quais se valha, mas a que não se vê muito ensinar e que se é necessário aprender, é que devemos abrir os olhos para nunca nos depararmos com a percepção de que não se vá mudar.


Por Patricia Vanzan

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vôo

É necessário ser muito livre para saber a hora de pousar!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Aperto!

Porque existe uma dor que dói por vez ou outra,
um aperto que dá e depois passa...
Mas que fica a impressão da dor.

É tal qual a angústia descrita...
ela perpassa o medo!
Da aquele desencorajamento terrível demais para se admitir.

E a gente confunde tudo,
fica se perguntando o porque dessa dor,
fica se repassando em todos os 'porques' da vida,
será que é por isso
ou será por aquilo.

Pensa-se até num tufão da saúde,
deu vontade de medir a pressão.

Mas depois dum banho acalmou-se
e adormecido o ser, o medo e a dor, foram-se.
Só é agora esperar que ela não volte! ou se voltar, que seja breve!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Bela e a Fera

Diálogo entre Gaston e Bela...

Gaston: -Não é direito uma mulher ler, logo começa a ter idéias, a pensar.
Bela : - Gaston, você é um homem primitivo.
Gaston: - É eu sei!
Bela : - ???

Desenho discreto, que incrusta não só a metáfora do exterior/interior, fala sobre o preconceito integrado à época, de forma vulgar e pretensiosa, ridicularizando a heroína, antes dela protagonizar o enredo principal, colocando-a, como já a frente do seu tempo, e individualizando o papel exercido pela salvação futura.
Creio que tirando o capitalismo inerente da comercialização de tal história, e retirando a americanização do habitat francês, realmente é uma história que vale a pena.

Adendo a esse escrito a bons anos:
Tendo em vista a MARCHA DAS VADIAS, ocorrida no Brasil (DF, MG, ES, RJ, SP...) pronto a declarar liberdade de exposição pra quem quer que queira expor-se. E tem-se direito a mulher ou homem que queira vestir-se, pintar-se, brilhar-se como e onde quiser, sem um pingo de medo dos outros transeuntes, que estejam dispostos a apenas admirar-se. FORA ao pré-conceito que traz mancha a qualquer bandeira e nacionalidade.
Que nós seres humanos, possamos aderir ao fato de que a liberdade é apenas o limiar do próximo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Esvaziar


                O dom de esvaziamento é com certeza o que mais leva a vida a um caminho de leveza.
                Mas é complicado esvaziar-se quando se está cheio. Cheio de amor, cheio de ansiedade, cheio de expectativas, cheio de vida.
                Como sempre estamos na correria, nos enchemos mais e mais de besteiras, supérfluos que invadem nosso cotidiano.  E com estes esquecemos que o melhor modo de se começar algo é esvaziando-se do que já foi, bom ou não.
                Analisei isso em todos os primeiros passos da minha vida, o quanto nos prendemos a algo que foi, e quanto nos é dolorido deixar para trás algo ou alguém. Mas com certeza o importante é deixarmos, pois logo se abastece de novas cargas.
                Analisei também aos que me cercam, e percebi que é normal para alguns arrastar-se sem fim com as coisas e pessoas do passado tentando busca-los (as) e trazer para uma nova nossa realidade, conclui a pouco ou a muito, que não há mais lugar para as coisas que se vão, pois elas simplesmente foram, e não virão mais. E se vierem forçadamente, terão um único desfecho de machucar ou magoar seja proposital ou não.


Por Patricia Vanzan
patricia.vanzan@gmail.com

quarta-feira, 21 de março de 2012

Conto do Desencanto

Com aquele Q de ingenuidade pervertida, deixei passar batido, e hoje penso que a falta do alarde na hora certa pode acarretar acumulos problemáticos psiquicos em outras que eu amo tanto.
E agora José?
O jeito é pensar que a culpa manifesta-se em ambos e que o crescimento vem de pequenos deslizes.



Arleth