Penso em encarar o mundo sem escandalizar-me,
mas convenhamos, não se torna fácil, a partir do momento que convivemos,
reflete-se sempre o que de pior nos instituiu, mas só por assim dizer.
Referir-se a nossas dores, por elas serem apenas a espera do que de melhor poderíamos entregar,
e que de fato não será o que receberemos.
Misérias estéreis, recolheremos todas para prática do evolucionismo,
se é que é isso mesmo que pretendamos.
Só não use o poder de deixar para trás,
mas não deixe nunca a oportunidade de ir-se.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
AMPULHETA
E o que escorre pelas nossas mãos,
o tempo,
E o que não podemos segurar com nossos corações,
os sentimentos,
E o que está gravado em nossas cicatrizes,
o passado,
E o que está quebrado,
está guardado ou perdido.
o tempo,
E o que não podemos segurar com nossos corações,
os sentimentos,
E o que está gravado em nossas cicatrizes,
o passado,
E o que está quebrado,
está guardado ou perdido.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
DEIXA ESTAR
E é sempre assim
deixar andar,
para que? se perguntam.
Não há o que perguntar,
é só deixar.
Anda com dor, com amor.
Mas sempre anda.
Permitimos arbitrariedades,
para mais nos perguntar,
pra que? por que?
Já leu Drummond?
Já leu Veríssimo?
Já leu Maiakóvski?
mas já leu mesmo?
Eles não lhe perguntavam,
só se perguntavam,
e rapidamente
se respondiam,
lhe respondiam.
Por que não importa
a veracidade da verdade,
importa saber que ela existe!
deixar andar,
para que? se perguntam.
Não há o que perguntar,
é só deixar.
Anda com dor, com amor.
Mas sempre anda.
Permitimos arbitrariedades,
para mais nos perguntar,
pra que? por que?
Já leu Drummond?
Já leu Veríssimo?
Já leu Maiakóvski?
mas já leu mesmo?
Eles não lhe perguntavam,
só se perguntavam,
e rapidamente
se respondiam,
lhe respondiam.
Por que não importa
a veracidade da verdade,
importa saber que ela existe!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
É só.
Claro que houve um suspiro aliviado
do coração, da contração.
Do saber amado.
Dor dá conotação do ruim,
mas não, nem toda dor.
para não mágoa = má água
conscientizar os fluxos
e credibilizar as margens.
do coração, da contração.
Do saber amado.
Dor dá conotação do ruim,
mas não, nem toda dor.
para não mágoa = má água
conscientizar os fluxos
e credibilizar as margens.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Um dia desses...
Há dias e dias...
Despertando para coisas da vida,
estando tanto ligado ao abrir dos olhos,
quanto ao entendimento de perca e aquisição de pretensões,
sempre há dias e dias.
Um desses dias qualquer,
de sol, de chuva,
de bem, de mal,
de acordar com a mediocridade cobiçosa,
e de se ver desmentido pelo mais elogioso gesto.
Dia de solidão,
de despertar ambição.
Dia de acompanhamento,
de desligar do repetimento.
De coisas que são e de coisas que hão de ser.
Despertando para coisas da vida,
estando tanto ligado ao abrir dos olhos,
quanto ao entendimento de perca e aquisição de pretensões,
sempre há dias e dias.
Um desses dias qualquer,
de sol, de chuva,
de bem, de mal,
de acordar com a mediocridade cobiçosa,
e de se ver desmentido pelo mais elogioso gesto.
Dia de solidão,
de despertar ambição.
Dia de acompanhamento,
de desligar do repetimento.
De coisas que são e de coisas que hão de ser.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
SIM´S
Interamente obsceno o ato de acordar com o fluxo.
Interagir se encontra também na revelia,
na desmistificação do autoritário,
no desprezo pelas regalias dadas aos honestos companheiros dos SIM´S.
Interagir se encontra também na revelia,
na desmistificação do autoritário,
no desprezo pelas regalias dadas aos honestos companheiros dos SIM´S.
DO QUE SE VIVE EM UMA JANELA.
Lá no alto ou lá embaixo, na medida correta, estão sempre emoldurando sentimentos e vidas.
Dentro das formas não contemporâneas ela está lá e simplesmente continuará a estar. O que muda é quem e como se vê ou se vêem através delas.
Ponto de escape com certeza, ela só demonstra aquilo que de passante existe no circular da vida.
Refere-se à nobreza de apenas admirar, ou retrata o monumento de ir e vir de forma coesa em referência a rotina dos transeuntes.
Poder de se por em paralelo a vida interna com a externa. Complexando o que há de ato em contemplar minutos ociosos.
Mais do que um respiro para a construção, um respiro para a satisfação ou não, de se encontrar ali.
Objeto e objetivo de não entrada, mas de passagem, de luz, de vento, de cheiros, de cores.
Arquitetônico e subseqüente de origens artísticas, causadoras de estupefação referente aos seus lineares.
Literal e subseqüente de origens artísticas, causadoras de sentimentos de espera, prisão e monotonia feliz ou não.
Dentro das formas não contemporâneas ela está lá e simplesmente continuará a estar. O que muda é quem e como se vê ou se vêem através delas.
Ponto de escape com certeza, ela só demonstra aquilo que de passante existe no circular da vida.
Refere-se à nobreza de apenas admirar, ou retrata o monumento de ir e vir de forma coesa em referência a rotina dos transeuntes.
Poder de se por em paralelo a vida interna com a externa. Complexando o que há de ato em contemplar minutos ociosos.
Mais do que um respiro para a construção, um respiro para a satisfação ou não, de se encontrar ali.
Objeto e objetivo de não entrada, mas de passagem, de luz, de vento, de cheiros, de cores.
Arquitetônico e subseqüente de origens artísticas, causadoras de estupefação referente aos seus lineares.
Literal e subseqüente de origens artísticas, causadoras de sentimentos de espera, prisão e monotonia feliz ou não.
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